
Pistolas Sexuais, 2023
Caixa de papelão, fotografia, cartazes, bottons, fita cassete, manuscrito, camiseta, toca-fitas
Pistolas Sexuais reconstrói a trajetória de uma suposta banda punk brasileira, ativa entre 1972 e 1979, formada na Vila Maria, Zona Norte de São Paulo. A obra constrói uma contranarrativa sobre as origens do punk, questionando as reivindicações do pioneirismo inglês e a legitimidade do nome Sex Pistols.
A instalação reúne uma caixa contendo objetos que simulam memorabilia rara: uma fita cassete com a demo Rááá (1975), cartazes fac-símile, fotografias dos integrantes da banda, bottons, um patch e um zine com uma entrevista com "Carlinhos da Boca", vocalista do grupo. Entre memória e invenção, desenrola-se a história de como Vivienne Westwood e Malcolm McLaren supostamente se apropriaram do nome e da identidade da banda durante uma viagem ao Brasil em 1973.
O projeto utiliza a ficção documental como estratégia crítica para abordar autoria, pioneirismo, apropriação cultural e a supressão de culturas locais pela hegemonia global. Ao propor versões alternativas da história, a obra questiona a confiabilidade das narrativas oficiais e revela o poder da invenção como método de resistência.