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Estrutura

2026

Fita isolante, filme stretch e estante do Projeto Estante de livros e cadernos de artista do Instituto de Artes da Unicamp

Antes destinada a intervenções de arte contemporânea, esta vitrine operava como um espaço de inserção contínua de objetos e discursos. Convidado a ocupá-la, o artista recusa a lógica de adição e desloca a atenção para a própria estrutura expositiva.

Ao envolver a estante com fita isolante, realiza um gesto de bloqueio literal e simbólico: não há obra a ser inserida, mas uma interrupção do seu funcionamento. O dispositivo é isolado, vedado, colocado fora de operação. Transforma-se na própria obra.

Através da anulação, a estrutura torna-se visível. Aquilo que antes servia de suporte para a arte passa a ocupar o centro da experiência, revelando-se não como meio neutro, mas como condição e limite do que pode ou não aparecer.

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